Friday, May 29, 2015

Meu amigo é diferente e especial!

Sabemos que o processo de autoconhecimento leva a vida inteira e é influenciado pela cultura, pelas pessoas que convivem conosco e pelo ambiente que frequentamos.  

A escola tem papel fundamental na construção da identidade e da autonomia de cada criança. Por esta razão, todos os  educadores, independentemente da matéria lecionada, devem estar atentos desestimulando  qualquer tipo de discriminação e zelar por um ambiente em que todos se sintam pertencentes e prontos para respeitar todos as diferenças, precisamos promover a diferença através da conscientização e vivência.


Dessa maneira, estes alunos serão cidadãos conscientes do valor e importância de cada ser humano para a sociedade, além de praticarem valores que aprenderam na escola e em casa.

"Você é importante e especial apenas por ser como você !" Todd Parr, autor do livro Tudo bem ser diferente

Desenho da Beatriz sobre o amigo Cauê.
Bia:
Por que  seu amigo é diferente? Ele não ouve bem de um ouvido.
Como iniciou sua amizade? Ele entrou na escola no ano passado, mas ele já tinha estudado comigo em outra escola.
Como você trata o seu amigo? Normal. A gente brinca no intervalo e às vezes joga “Friv” na sala de informática.


desenho do Gabriel sobre o amigo Paulo



Gabriel:
Por que seu amigo é diferente? Eu não sei direito, a minha tia disse que o Paulo tem memória de bebê.
Como iniciou sua amizade? Ele mora perto da casa da minha tia e está sempre nas festas.
Como você trata o seu amigo?  Bem. A gente brinca de bola quando eu vou para casa da minha tia.



Entrevista com a professora Patricia sobre os desafios de ensinar um aluno com necessidades especiais.

Entrevistado: Patrícia
Idade: 35
Formação: Letras Português


1. Como foi sua reação ao saber que teria um aluno especial? Inicialmente, fiquei preocupada sem saber se teria condições de ajuda-la a aprender. Mas depois, fiquei mais confiante com o suporte da coordenação.

2. Como conseguiu desenvolver essa tarefa? Com a ajuda da orientadora pedagógica e conversando com colegas de trabalho que já tiveram esta experiência, além de ler artigos a respeito.

3. Quais os métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem? Segui as orientações dos profissionais envolvidos (fonoaudiólogo, psicólogo e orientadora pedagógica). A aluna sentava na carteira da frente para que tivesse total atenção, as provas eram especialmente desenvolvidas para ela, além disso as explicações eram dadas de forma simples e curta e ela tinha que explicar o que tinha entendido.

4. Qual foi a maior dificuldade? Integrar a aluna à turma fazendo com ela se sentisse parte do grupo e realmente aceita por eles.

5. Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor? È algo compensador que enriquece nosso rotina.

6. Quais atividades proporcionava? Tudo o que fazíamos com os outros alunos. Tais como jogos, slides de powerpoint para a apresentação do conteúdo de forma interativa mantendo a atenção de todos.

7. Como era o convívio com outras crianças? No inicio, havia uma certa hesitação por parte dos outros alunos. Algum tempo depois, eles viram, que apesar das limitações, é possível ter um relacionamento saudável e respeitoso entre todos do grupo.

8. Como era a resposta dada desse aluno a suas atividades e expectativas? Sempre no tempo dela, um pouco mais devagar que os outros, mesmo assim vimos um grande progresso e motivação desta aluna.

9. Como era a sala e o número de alunos? A sala era bem ampla e equipada com quadro branco, projetor (Datashow) para o uso constante de um computador e um quadro de avisos para manter as datas dos trabalhos e testes sempre atualizadas. Haviam 25 alunos, 14 meninas e 11 meninos.

10. A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com deficiências físicas e mentais? A escola foi projetada para atender alunos com deficiências mentais ou fisicas. O tamanho da escola e a disposição das salas facilitam o acesso destes alunos através de rampas.

11. Como era o espaço físico em relação a solos e rampas? Houve um cuidado com o uso de solo antiderrapante nas quadras poliesportivas e corredores. Há rampas que facilitam o acesso de todos os alunos à diversos ambientes da escola.

12. Há cursos de formação continuada periódica para capacitação dos docentes?

A escola oferece cursos de capacitação e reciclagem pelo menos duas vezes por ano.

13. Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão dos alunos com deficiência? A orientação pedagógica oferece suporte constante através de reuniões semanais individuais.

14. Os horários de intervalos são diferenciados entre Educação Infantil e Ensino Médio? Não há necessidade de intervalos diferenciados, pois os alunos da Educação Infantil estão alojados em outro prédio. No entanto, há uma separação de horário entre os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

15. No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com acompanhamento de monitores? Sim, há pelo menos um monitor responsável por observar, cuidar e oferecer aos alunos uma oportunidade de interagir com o grupo.